terça-feira, 23 de maio de 2017

Honrando a Sabedoria do Corpo!

Olá Amigos,


Quão importante é ouvirmos nosso corpo.
Mesmo quando envolva alguma mudança de hábito, além dos estereótipos que tenhamos como base até então.

A aproximados 20 anos, considerando que escrevo estas linhas em 2017, minha dieta alimentar vem se modificando profundamente, tendo passado por vários períodos de mudanças de hábitos.

Em meados dos anos 90 foi um desafio passar a ter uma dieta vegetariana, sendo parte de uma família amorosa, que tem o bom hábito de celebrar à mesa, todavia com uma dieta bem ocidental, a qual inclui carnes e derivados de alimento animal. Um casal de tios queridos, Eugênio e Luizete, praticantes da arte de servir com prazer, ocasionalmente preparavam churrascos em família. O bem humorado tio, sempre se fez hábil no preparo dos cortes especiais, tendo o cuidado de preparar ao gosto de cada convidado.
Me recordo com graça, de em um dia destes amorosos e divertidos encontros ter sido servida por este amado tio com um prato especial para mim... Decorado com folhas de alface ao fundo, com uma lâmpada ao centro especial e belamente colocada, dizendo "Preparei especialmente para você, agora que vive de luz", todos rimos e nos divertimos de montão. Procurei sempre ouvir e sorrir, com toda esta farra. E quando questionada por motivos relacionados a pré-ocupação com respeito aos nutrientes necessários para o corpo, procurei mais calar do que falar em tentativa de explicar. Fazendo assim, evitava alterar os ânimos, diretamente associados ao estado mente/emoção. Assim fui me mantendo fiel ao que vinha de meu coração, relacionado a este desinteresse total que tomou conta do meu ser, em relação ao consumo de alimentos de origem animal.
Segui com às frutas, verduras, legumes, grãos, oleaginosas (frutas secas), com ênfase a orgânicos e alimentos sem manipulação transgênica. Amante de sopas desde tenra idade, as explorei e me deliciei. Nunca gostei de soja por além de me estufar, sentir seu gosto ruim. Ser gentil com os animais é de minha natureza, todavia o propulsor maior acredito ser um despertar que foi se dando a partir de iniciar minha prática em Yoga, Reiki e EMF Balancing Technique®, integrado ao uso de Tachyons e paixão pela compreensão das nossas gerações que tenho como enfoque no Pedagooogia 3000, que a cada década chegam com característica distintas, um tanto evolucionárias do que até então como família da humanidade temos demonstrado em nosso hábito cotidiano. Um dos hábitos que eu tinha prazer, era o café com leite da tarde. Seu cheirinho e sabor, permeavam minha memória celular com os bons momentos na casa dos avós, para o café da tarde, hummmm amor e carinho de vô e vó é bão, sou grata por tantas boas memórias Cristina, Arnaldo, Ida e Cícero.... E para minha surpresa ao final dos anos 90, um dia ao beber café com leite, o sabor do leite era de remédio. Uau.... horrível... Achei que era por ser de caixinha, troquei a marca, horrível, troquei para leite tipo A, horrível... busquei o velho leite de saquinho, ufa achei, bebi e horrível.... risos. Pois é, algo mudara em meu paladar e todo leite passou a ter gosto de remédio.... na época não compreendia , todavia fui fiel a meu organismo... e como estratégia a memória celular, comprei uma lata de leite em pó para vez ou outra suprir quando com vontade, que se espaçou e espaçou até que deixei por completo de ter vontade de beber leite. A alguns anos vemos que muito do leite vem misturado com hormônios e sei lá mais o que, nos somatizando o organismo e por vezes privando nossa saúde e bem-estar por seu uso contínuo. Vemos também um número maior de indivíduos desenvolver intolerância e por vezes algumas crianças virem com esta intolerância inata a lactose. Em meados de 2000, por três anos minha dieta se deu somente com água diamante e sucos.

Foi de fundamental importância para o momento que vivia, hummm, muito bom, saudável e profundamente vitalizador, pois por encontrar equilíbrio em se manter nutrida com uma dieta tão simples assim, pude dar enfoque a outros atributos e talentos que portamos. A partir dos primeiros anos da década de 2010, voltei a ingerir alimentos crus e cozidos, meu organismo assim o quis, e assim o fiz. Hoje sigo honrando o bom hábito do celebrar à mesa, amo estar em família e amigos. Adoro frutas secas, brócolis, cogumelos com ênfase ao shimeji. Amo brindar com queijo e vinho, hummm. Posso ser até confundida com uma andina por também amar batatas, até mesmo as fritas, todavia procuro ingeri-las de forma moderada.

Todavia algo curioso pude perceber desde que retomei a dieta sólida... Meu corpo passou a rejeitar alguns condimentos tais como alho, cebola, alho poró, cebolinha... A maneira de me sinalizar tal rejeição é se colocados no preparo dos alimentos, meu corpo sinaliza como que um ardor nas veias e um descompasso arterial. Assim desde que retomei ingerir alimentos sólidos, tenho este hábito de serem preparados sem cebola, alho, cebolinha, alho poró e tal.

Sou grata a maravilhosa família e amigos, por respeitarem este tipo de dieta e passarem a incluir em nossos momentuns de celebração alimentos sem este tipo de ingredientes.... Ao João amado parceiro de caminhada por tanto respeito, apoio e compreensão. A amada mãe Suzete por desenvolver deliciosas receitas, ao amado pai Arnaldo por no momento das compras ter o cuidado de incluir deliciosos queijos e vinhos, que apreciamos juntos, por vezes com a presença do amado irmão Alê.
Hoje os momentos de churrasco são raros, todavia quando acontecem, se promovidos pelos amados tios Eugênio e Luizete sempre incluem deliciosas abobrinhas, berinjelas, cenouras e tal, assadas, gratidão. A cerca de dois anos no batizado do primo Davi amado, seus pais Sheila e Celso amados, nos proveram com tudo o que se provê num churrasco somado a deliciosos brócolis assados, gratidão. Ahhh precisam experimentar as delícias que a madrinha amada Cleide sabe fazer com farinhas especiais sem glúten e lactose, são dos Deuses. Dodó, Má, Tales e Nathan acabam desfrutando um cadinho também, kkkk, gratidão. Dia desses a alegria de receber a visita dos cunhados amados No e Otávio, comermos tudo orgânico, com legumes, verduras e cogumelos e todos amarmos o sabor, gratidão. Ter um petisquinho especial no chá de bebê da Gaby, ao som do Guto tocando ao vivo. ahhhh gratidão Paty e Fê, pela experiência de comemorarmos seu casamento em cartório enquanto padrinhos, irmos a costelaria juntos e todos respeitarem eu somente tomar sucos.
E a graça de recentemente passarmos dias na casa dos amados Cris, Elan e Jaz saboreando fantásticas receitas preparadas por Cris, onde pudemos diariamente apreciar a manteiga de amendoas, hummm.
Ser recebido pela "comadi e compadi" Vâ e Décio, com suquinhos, chá, café e pãezinhos especiais. A Dinda e o Dindo amam Matheus. E Mariana com suas belas costuras, gratidão. Me lembro dos amados sogros Iolanda e João, preparando leguminhos nos almoços de semana e domingo. Quanto carinho. Sempre em palestras, rodas de conversa ou em oportuno compartilhar nos recordo enquanto pais, avós, tios, padrinhos, da importância de respeitarmos os hábitos alimentares de nossas crianças, pois algumas trazem de forma inata este tipo de dieta, por vezes diferente dos hábitos familiares. A importância de seguirmos nos honrando e respeitando entre si, com relação aos hábitos alimentares de cada um, pois cada um é que trilha seu caminho e faz suas escolhas. Portanto, vivo bem com quem tem outros hábitos, podemos pacificamente nos sentar a mesma mesa, celebrando com cada um ingerindo o que bem lhe fizer. Assim seguimos juntos nos adaptando a estes novos e velhos hábitos, um tanto inusitados para alguns de nós. Além de estereótipos, hoje este texto abaixo me chegou e resolvi compartilhar com vocês, pois ressoa com o curioso que tem sido "Ouvir e Honrar a Sabedoria de Meu Corpo". Desfrutemos!!!


Matéria abaixo escrita por Kurma Dasa, o mais famoso cozinheiro do movimento Hare Krishna e estrela do programa Cooking with Kurma, responde à pergunta.
“Por que os devotos de Krishna não comem alho e cebola?”.

Essa é uma das perguntas mais comuns feitas a mim. Aqui está a minha resposta curta: como um devoto de Krishna e praticante de bhakti-yoga, eu não como alho nem cebola porque eles não podem ser oferecidos a Krishna.
Aqui está a minha resposta mais longa: você talvez saiba que a cebola e o alho são membros da família botânica aliáceos (alliums) – juntamente com o alho-poró, cebolinha e chalotas.
Segundo o ayurveda, a ciência médica clássica da Índia, os alimentos são agrupados em três categorias – sattvarajas e tamas, respectivamente “bondade”, “paixão” e “ignorância”. Cebola e alho, e as outras plantas aliáceas, são classificadas como rajas e tamas, o que significa que aumentam a paixão e a ignorância.
Aqueles que se submetem a cozinhar ao puro estilo brahmana da Índia, entre os quais me incluo, e vaishnavas – seguidores do Senhor Vishnu, Rama e Krishna – gostam de cozinhar apenas com alimentos da categoria sattva. Esses alimentos incluem frutas frescas, legumes e ervas aromáticas, produtos lácteos, grãos, legumes e assim por diante. Especificamente, vaishnavas não gostam de cozinhar com alimentos rajásicos ou tamásicos porque eles não podem ser oferecidos à Divindade.
Alimentos rajásicos e tamásicos também não são usados porque são prejudiciais para a meditação e atividades devocionais. “Alho e cebola são rajas e tamas e são proibidos aos yogis porque enraízam a consciência mais firmemente no corpo”, diz Dr. Robert E. Svoboda, famosa autoridade no ayurveda.

Alguns ramos da medicina ocidental dizem que os alliums têm benefícios específicos à saúde; o alho é respeitado, pelo menos nos círculos médicos alopatas, como um antibiótico natural. Nos últimos anos, embora as implicações dos resultados cardiovasculares do allium vegetal tenham sido estudadas com algum detalhe, as implicações clínicas do consumo da cebola e do alho a partir deste ponto de vista ainda não são bem compreendidas.
No entanto, ainda há muitas coisas negativas a se dizer sobre o alho e a cebola. Pouco conhecido é o fato de que o alho no estado bruto pode carregar nocivas (potencialmente fatais) bactérias do botulismo. Talvez tenha sido com consciência disso que o poeta romano Horácio descreveu o alho como “mais prejudicial do que cicuta”.
Deve ser salientado que o alho e a cebola são evitados pelos espiritualistas porque estimulam o sistema nervoso central e podem perturbar votos de celibato. O alho é um afrodisíaco natural. O ayurveda sugere que é um tônico para a perda de potência sexual por qualquer motivo, debilidade sexual, impotência por excesso de vida sexual e esgotamento nervoso decorrente de hábitos sexuais dissipativos. Afirma-se que é especialmente útil para os idosos com tensão nervosa e diminuição da potência sexual.
Os taoístas perceberam há milhares de anos que as plantas da família aliácea eram prejudiciais para os seres humanos em seu estado saudável. Em seus escritos, o sábio Tsang-tsé descreveu os alliums como “os cinco vegetais perfumados ou picantes” e disse que cada um tem um efeito negativo sobre um dos seguintes cinco órgãos – fígado, baço, pulmões, rins e coração. Respectivamente, as cebolas são prejudiciais para os pulmões, o alho para o coração, alho-poró para o baço, cebolinha-capim para o fígado e cebolinha comum para os rins.
Tsang-tsé disse que esses vegetais pungentes contêm cinco tipos diferentes de enzimas que causam “hálito repugnante, odor extremamente desagradável no suor e movimentos do intestino, e levam a ocupações lascivas, aumentam a agitação, ansiedade e agressividade”, especialmente quando consumidos crus.
Coisas semelhantes são descritas no ayurveda. “Além de produzir hálito e odor corporal, essas plantas (aliáceas) induzem irritação, agitação, ansiedade e agressividade. Assim, são prejudiciais física, emocional, mental e espiritualmente”.
De volta à década de 1980, em sua pesquisa sobre o funcionamento do cérebro humano, o Dr. Robert [Bob] C. Beck descobriu que o alho tem um efeito negativo sobre o cérebro. Ele constatou que o alho de fato é tóxico para o homem porque seus íons de hidroxila sulfona penetram a barreira hemato-encefálica e são tóxicos para as células do cérebro.
Beck explicou que, desde os anos 50, sabia-se que o alho reduz o tempo de reação de duas a três vezes quando consumidos por pilotos em testes de voo. Isso ocorre porque os efeitos tóxicos do alho “dessincronizam” as ondas do cérebro.
Precisamente pela mesma razão, a família de plantas do alho tem sido amplamente reconhecida como sendo prejudicial aos cães.
Mesmo quando o alho é usado como alimento na cultura chinesa, é considerado nocivo para o estômago, o fígado e os olhos, bem como causa de tontura e de energia dispersada quando consumidos em quantidades imoderadas.
Nem sempre o alho é visto como tendo propriedades totalmente benéficas na culinária e na medicina ocidental. É amplamente aceito entre os profissionais de saúde que, além de matar bactérias nocivas, o alho também destrói as bactérias benéficas, que são essenciais para o bom funcionamento do sistema digestivo.
Praticantes de Reiki explicam que alhos e cebolas estão entre as primeiras substâncias a serem expulsas do sistema de uma pessoa – juntamente com o tabaco, álcool e medicamentos farmacêuticos. Isso torna evidente que aliáceos têm um efeito negativo sobre o corpo humano e devem ser evitados por razões de saúde.
A medicina homeopática chega à mesma conclusão quando se reconhece que a cebola vermelha produz uma tosse seca, olhos lacrimejantes, espirros, corrimento nasal e outros sintomas familiares relacionados com o frio quando consumidos.

Estas são apenas algumas das razões para eu evitar alho-poró, cebolinha, alho e cebola.


           



Acesse aqui as Datas  com agenda dos treinamentos com confirmados para este ano.

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Um comentário:

  1. Gratidão amada por partilhar conosco sua historia, ela nos trás reflexão.

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